O que motiva e desmotiva os Brasileiros


Um recente levantamento realizado pela LEADPIX com 4.270 internautas de todas as regiões do Brasil, em parceria com o projeto […]


Por: cristiano | postado em: 30 de agosto de 2013
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Um recente levantamento realizado pela LEADPIX com 4.270 internautas de todas as regiões do Brasil, em parceria com o projeto WalkandTalk sob  coordenação técnica de Cristina Panella, revelou o mapa da motivação dos brasileiros.

A diferença de renda, educação, idade e trabalho afeta diretamente a motivação de homens e mulheres.
A escolaridade e a renda influem sobre o nível de motivação declarado, os homens são mais motivados que as mulheres, os moradores do Norte do Brasil ganham destaque como os mais motivados e o pico da motivação acontece acima de 50 anos.
A pesquisa mostrou que 91% dos brasileiros se consideram motivados. Quando questionados sobre o que os faz acordar e seguir em frente, a família ficou em primeiro lugar para 51% dos participantes, em especial para as mulheres, aqueles com escolaridade incompleta, os habitantes do Norte e os aposentados. A busca da evolução pessoal foi apontada por 14% dos participantes, o desenvolvimento de talentos e habilidades por 10% e, para outros 5%, o trabalho, dinheiro ou religião são determinantes. Os 9% que se consideraram desmotivados apontaram como principal causa a variável “emprego”, com 27% dos votos, o “desânimo” com 13%, o “baixo salário” com 11% e a “corrupção” e “governo” com 9%.
Os maiores níveis de desmotivação são encontrados entre as pessoas com a escolaridade incompleta, qualquer que seja o grau de instrução: Ensino Fundamental, Médio, nível superior ou pós-graduação. Do ponto de vista da inserção no mercado de trabalho, trabalhadores que contam com um salário fixo mensal, assim como os trabalhadores autônomos, são os mais motivados. O grupo que não possui renda apresenta o maior nível de desmotivação (16%).
A idade é uma variável interessante. Segundo o levantamento, entre os 20 e 49 anos, o nível de motivação é alto: somente 10% se declaram não motivados. Mas é a partir dos 50 anos que a motivação cresce e atinge seu pico entre aqueles com idade entre 60 a 69 anos. Nos dois extremos – menos de 20 e acima de 70 anos de idade – encontra-se o maior número de indivíduos não motivados (13%).
Fonte de inspiração da Motivação

Mais de um quinto dos homens se declara muito motivado, quantidade significativamente superior à das mulheres. Ter um propósito é o que mais motiva ambos os sexos (40% das declarações). A crença em um sonho é o principal elemento para jovens com idade até 29 anos (31%), bem como para aqueles na faixa etária de 50 a 59 anos. Para os pós-graduandos, as histórias de pessoas que realizaram seus feitos é uma fonte de motivação: 8%. Os aposentados têm sua motivação fundamentada no legado que possam deixar, 10%, e acreditar nos sonhos motiva mais as mulheres do que os homens: 31% contra 28%.Tanto para homens quanto para mulheres (32% e 35%, respectivamente), a motivação é algo que acontece naturalmente.  As pessoas de 60 a 69 anos acreditam que motivação é uma força interna e têm plena consciência disso: 36%. Essa opinião é compartilhada por aqueles que cursam algum tipo de pós-graduação (37%).
Os habitantes da região Nordeste (37%) acreditam que a motivação é algo que se adquire com esforço e determinação, de forma similar aos que têm Ensino Médio completo ( 24%). A motivação também é algo que se adquire com esforço e determinação para trabalhadores que têm, como renda, apenas comissões de vendas (39%).
Para a quase totalidade dos participantes da pesquisa (95%) existe diferença entre motivação e inspiração. Para 39% delas, a inspiração é complemento de motivação. Outros 16% afirmaram acreditar que ambas são sinônimos e, para 12%, a inspiração surge primeiro. Para 10%, inspiração é o efeito da motivação, enquanto 7% acreditam que inspiração é externa e motivação, interna.
Na falta de inspiração, tanto mulheres quanto homens recorrem a pessoas de confiança para conversar. Porém, os homens acreditam que estar desmotivado, mais do que as mulheres, é um momento passageiro e, por isso, não tomam qualquer atitude.
Na busca pela inspiração, ler e assistir a um filme são recursos procurados pela faixa etária de 30 a 49 anos (20%). A região Nordeste é onde as pessoas buscam na conversa com outras, elementos para resgatar sua motivação. O mesmo acontece entre aqueles que estão cursando algum tipo de pós-graduação (39%).Em relação à fonte de renovação da motivação, o fato de estar com a família é unânime em todas as faixas etárias, região, escolaridade, situação de trabalho e salário.Motivação no trabalho
A experiência aprendida é o que mais motiva as pessoas no trabalho (36%), seguido por atividades que executa (33%), novas oportunidades (26%), remuneração (16%), equipe (8%) ou colegas (8%), seu líder (4%) e espaço físico (2%).As experiências aprendidas constituem o elemento motivador para os jovens de até 29 anos de idade (45%), bem como para os indivíduos acima de 70 anos (45%). A equipe é fonte de motivação apenas para faixa etária até 29 anos (12%), chegando a 3% na faixa etária acima de 70 anos. As atividades executadas no trabalho representam fonte de motivação para estudantes de todos os níveis, aumentando de acordo com o nível de escolaridade. Para quem está cursando faculdade,ou uma pós-graduação, as novas oportunidades são os principais elementos de motivação no trabalho (29% e 28%, respectivamente).

O Brasil é um país dos sonhos?
A quase totalidade dos participantes (94%) acredita que sim. Aqueles que não acreditam nisso culpam a falta de oportunidade (36%), a corrupção (19%),a  injustiça e desigualdade social e aspectos culturais (14%) ou impostos e custos (11%).

A faixa etária de 60 a 70 anos não acredita no Brasil como um país no qual se os sonhos sejam viáveis, totalizando 19%. Pessoas que não concluíram os estudos apresentam o maior percentual de descrença no Brasil: 9% e 6%, respectivamente.
As regiões Norte e Centro-Oeste apresentaram maiores índices de crença no Brasil como um local para realizar sonhos (97% e 96%. respectivamente). Trabalhadores com salário fixo todos os meses são o público com maior crença no Brasil (95%).
Quem não concluiu os estudos, principalmente o antigo ginásio, não acredita que o Brasil é um lugar para realizar seus sonhos (9%). Os estudantes de pós-gradução têm maior crença na realização de seus sonhos, 96%.